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domingo, 6 de abril de 2014

RESENHA - O SERVIÇO SOCIAL NA CONTEMPORANEIDADE : TRABALHO E FORMAÇÃO (MARILDA V. IAMAMOTO, 2013 - 24 ed.)

      No item 2 deste Livro, a autora Marilda Iamamoto trabalha a sua reflexão sobre 3 pressupostos para a análise da profissão nos dias atuais.

      O primeiro pressuposto da autora para garantir a ''sintonia do Serviço Social com os tempos atuais'' é romper com a visão endógena e focalista, que faz com que olhemos a profissão por ela mesma, desconsiderando os processos históricos.
O assistente social tem sido um dos profissionais, historicamente, que implementam politicas sociais, segundo a autora. Porém ela alerta para sermos um profissional propositivo e não somente executivo, ou seja, ir além do fazer técnico, e procurar possibilidades que estão dadas na realidade. Logo, cabe ao profissional apropriar-se dessas possibilidades e desenvolvê-las transformando-as em projetos e frentes de trabalho.
Essa compreensão é importante, pois, como afirma Marilda, evita-se cair numa visão fatalista da profissão, como se a realidade já estivesse dada em sua forma definitiva, pois "essa visão leva à acomodação, à rotinização do trabalho , ao burocratismo e à mediocridade profissional" (pag.22)
Porém, como ressalta a autora, deve-se evitar também uma visão messiânica da profissão, onde se tem o serviço social como algum tipo de salvador e herói que trará por si só as mudanças necessárias. Aqui também se desconsidera o processo histórico da profissão.

      O segundo pressuposto da autora é entender a profissão hoje como um tipo de trabalho na sociedade. Segundo ela,  a profissão passa a constituir-se como parte do trabalho social produzido pelo conjunto da sociedade, participando da criação e prestação de serviços que atendem às necessidades sociais.  Assim o seu trabalho se inscreve no campo da defesa e realização de direitos sociais da cidadania, na gestão da coisa pública.

      O terceiro e último pressuposto da autora é que tratar o Serviço Social como trabalho  ''supõe privilegiar a produção e a reprodução da vida social, como determinantes na constituição da materialidade e da subjetividade das classes que vivem do trabalho''.
Aqui a autora traz a reflexão de que a partir do momento que os homens trabalham para suprir as bases da sobrevivência, nascem as relações sociais, mas essas relações não se reduzem a dimensão econômica, mas também ao campo das ideias, da subjetividade, das ideologias, da consciência. Para Marilda, o Serviço Social está inscrito no âmbito da reprodução e produção da vida social e por isso, se relaciona com as várias dimensões da vida social.

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